Architecture, Vernacular

de vento

Já não é o que foi, este elemento de equipamento rural, antigo moinho de vento. Degrada-se lentamente, sendo tomado pela ruína. Ainda permanecem no local escassos pedaços deste moinho, mas do que se encontra em pé, podem ver-se aspectos construtivos de uma arquitectura assente nos conhecimentos ancestrais, que a tecnologia moderna aniquilou, estando aos poucos a recuperar-se alguns desses saberes e reverter muitos dos erros que se cometeram.

Voltando ao edifício, construção de planta circular, pode ver-se a porta de entrada, acesso único pedonal, com ombreiras e padieira bem definidas, interrompendo uma grossa parede que apresenta uma espessura mais elevada no que seria o peso térreo e no que seria o piso superior, a parede é menos espessa, deixando perceber um ressalto onde apoiaria um soalho de madeira, local onde se operava a mó e o engenho.  O estado de degradação não dá para perceber quantas janelas teria o moinho, sabendo-se que no mínimo teria uma que permitia a colocação do mastro, e naturalmente uma outra do lado oposto, muitas vezes próxima do alinhamento da porta.

Da análise superficial que se pôde fazer, existem neste moinho alguns elementos que são pouco comuns nos moinho de vento que conheço, mas que suscitam alguma curiosidade.

Lamentavelmente, e apesar da localização privilegiada deste moinho, o pouco que resta dele está condenado a desaparecer, porque deverá pertencer a um particular que possivelmente não possui condições para o reabilitar. Considero que seria importante a sua reabilitação e dar-lhe a atenção patrimonial que lhe é devida, no sentido da preservação para memória futura, do que foram as raízes etnográficas do Alto Minho.

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